quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dia 3 - Mobilidade

Mobilidade significa capacidade de se mover, é um termo muito usado para caracterizar a capacidade que as pessoas têm de se deslocar de um local para outro, no contexto da nossa terra e dos seus habitantes a palavra mobilidade abrange aquela que cremos ser a deslocação mais habitual dos Sanjoanenses – Coimbra.
Existem duas formas de transporte comuns no contexto de uma comunidade, o transporte público e o transporte particular, por norma o transporte público é a escolha mais económica e amiga do ambiente, seria a escolha da maior parte das pessoas para se deslocarem à cidade de Coimbra, no entanto verifica-se que no caso da nossa terra e nos últimos anos cada vez mais as pessoas optam pelo transporte particular e detrimento do público, se por um lado podemos argumentar que as pessoas o fazem por comodismo também não é menos verdade que as alternativas ao transporte particular não existem.

Somos servidos por transportes públicos muito abaixo do que se exige numa sociedade moderna, nos últimos 20 anos quase não houveram alterações na frequência das carreiras e custa a crer que em tanto tempo os hábitos das pessoas não se tenham alterado. Além disso continuamos a ter que fazer cerca de 11 km para nos deslocar a Coimbra quando estamos a 7 km distância e com estradas melhores. Fará isto sentido? Estamos a ser servidos ou estão a servir-se de nós?

É de esperar que podendo demorar 10 minutos para chegar à cidade as pessoas optem pelo transporte particular, a alternativa demora cerca de 25 minutos, isto se chegar a horas pois os atrasos são mais frequentes que o desejável, e partindo do princípio que o comboio também não atrasa e ganhamos direito a uns 10 minutinhos extra na Adémia. Do ponto de vista financeiro a diferença também não é assim tão grande até porque o percurso em viatura particular é bem menor e o preço do transporte público é relativamente alto. Em pleno século XXI encontramos uma povoação que dista pouco mais de 5 km de uma das maiores capitais de distrito do país e o transporte particular é mais barato, mais rápido e mais conveniente que o público.

Estas são as condições que temos actualmente e a pergunta que se impõem é sem dúvida, será possível ter mais e melhor?

Olhando a outros exemplos no país perfilam-se duas alternativas credíveis, o transporte rodoviário e o ferroviário.
No primeiro caso poderíamos ser servidos por autocarros mais pequenos mas que tivessem uma frequência superior e pudessem utilizar o caminho mais curto, existe o estrangulamento na estação velha mas algumas alternativas rodoviárias vêm a caminho e outras opções poderiam ser estudadas, uma coisa é certa, ficaríamos muito mais perto e com a possibilidade de ter preços mais aprazíveis e com menos possibilidade de atrasos. Existiria a possibilidade de reduzir para metade o tempo de viagem e o preço do bilhete.
Outra hipótese seria a alternativa ferroviária, esta bastante na moda de momento e com avultados investimentos da parte do estado. A margem esquerda tem a linha do norte com serviço suburbano, o ramal da Lousã vai ser completamente renovado, Coimbra vai ter Metro de superfície, então e nós?
Nós queremos ambição, queremos que se comece a pensar em estender o Metro de superfície até S. João do Campo numa possível ligação a Montemor-o-Velho, até porque bem vistas as coisas, o terreno é relativamente plano e vai ser feito investimento em material circulante que se adapta a esta filosofia. As vantagens seriam impressionantes e aí sim acredito que a opção pelo transporte público começasse a vingar entre os Sanjoanenses!

Amanhã o tema será a Reciclagem.

6 comentários:

  1. Ambição, palavra assertiva. Agrada-me a ideia de reivindicar o Metro até S. João do Campo. Afinal trata-se de um projecto que se prevê distar de poucos quilómetros de S. João e porque não prolongá-lo até nós. É uma questão pertinente, que merece uma maior atenção por parte de todos.

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  2. Tenho até esta data sido mais um espectador atento deste blog. Não menosprezo de modo nenhum os temas anteriores mas decidi hoje passar de ''Voyeur'' a interveniente para relatar algo que presenciei recentemente relativamente à rede de transportes públicos que (mal) nos serve.
    Numa manhã não muito distante seguia eu a caminho de Coimbra atrás de um ''fumarengo'' autocarro com bem mais de uma década quando começo a verificar que este ia totalmente inclinado para o lado esquerdo, o que me levou a pensar que todos os passageiros iriam sentados do mesmo lado. Quando olho com mais detalhe verifico que o meu palpite estava errado e que os utentes deste transporte até iam, pelo que eu pude verificar, distríbuidos de forma mais ou menos equiparada pelos dois lados do autocarro.
    Então na minha cabeça formularam-se uma série de ideias, como ''será que este transporte tem tido manutenção''... ''será que este autocarro passaria na inspecção''... ''será que as pessoas que vão ali dentro estão em segurança''...

    Claro que este tipo de situações ocorrem unicamente porque actualmente a rede de transportes é ineficaz, é um monopólio sem concorrência...

    Por esta e outras razões sou um dos habitantes desta freguesia que diz que merecemos mais e melhor, merecemos sim uma alternativa as estes autocarros que os outros já não quiseram, um alternativa de segurança e conforto, que pode muito bem ser esses mini-bus que poderam encurtar não só a distancia mas também o tempo que nos separa de Coimbra, ou ainda se quisermos ser mais ambiciosos, e por que não somos inferiores a outros contribuintes deste conselho,porque não estender a linha de metro até esta freguesia.

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  3. acho bem a reividicação do metro para são joão do campo mas o moderador esquece-se que o principal mentor do projecto (porque deve andar distraido)é nem mais nem menos sim o candidato pelo PS á câmara municipal de coimbra o Engº Alvaro Seco porque não perguntar ao próprio porque não projectou o metro para são joão do campo? e então já saberiam o porquê.
    Este meu começo um pouco rispido é para tentar prestar um pouco de sensatez ao moderador e a alguns comentaristas de não embandeirar em coisas um pouco surrealistas nos tempos mais próximos porque podem ficar mal na fotografia.

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  4. Senhor António Pires, antes de mais gostaria de agradecer-lhe o seu comentário, foi com essa intenção que este blogue foi criado e o seu contributo, ríspido ou não, desde que educado, é tão bem-vindo como qualquer outro.

    Neste momento é-nos indiferente quem foi o mentor do Metro em Coimbra bem como as razões do actual projecto, o que pretendemos é lutar para que ele chegue a S. João do Campo, e nesse aspecto deixo-lhe a garantia que quem de direito conhece essa ambição.

    Quanto ao ficar mal na fotografia, asseguro-lhe que nunca ninguém ficará mal na fotografia ao defender a terra onde vive, mesmo que por vezes essa defesa possa parecer difícil. Lutar por algo é muito diferente de prometer algo!

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  5. Esta coisa de mandar propostas é engraçado, mas devemos também ser realistas. O moderador acha que tem sentido essa proposta do metro para S.João?? Com uma ligação a Montemor? Montemor é o Castelo e paisagem... Esquece o moderador que já existe um caminho ferroviário de Coimbra á Figueira, que passa quase junto a Montemor, logo essa história do Metro é mesmo para esquecer. A opção do mini-bus, é mais uma ideia falhada. Imagine o moderador que conseguia contratar uma empresa que fizesse o circuito S.João - Coimbra pelo caminho mais curto. Aposto que o mini-bus iria muitas vezes vazio. Ambiciosos sim, mas não egoístas. Antes de ter essas ideias, deveria fazer o tal estudo de mercado, para saber se as pessoas estão realmente interessadas em ir de autocarro, metro ou no seu carro! Tente falar com a direcção do Moisés Correia de Oliveira e eles explicam-lhe melhor porque S.João não tem Metro nem uma linha única....

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  6. Tentei encontrar no comentário do Carlos a sua opinião sobre se estamos bem ou mal servidos de transportes públicos e não a encontrei, também li a sua reprovação categórica às duas propostas apresentadas e não consegui encontrar nenhuma alternativa, a crítica é útil sem dúvida, mas é muito mais útil se for uma crítica positiva.

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